segunda-feira, 16 de novembro de 2009

GENTILEZA GERA GENTILEZA

Na última sexta-feira (13), era para ser comemorado o Dia Mundial da Gentileza !
Prepaprei uma matéria especial para o jornal onde trabalho e, mais do que isso, saí por aí distribuindo sorrisos e gentilezas :)
Como gosteid as atitudes, coloco aqui.

Beijo grande
PAZ
Jéssica Balbino






Engarrafamento, estresse, violência e a cultura de pressa.
A cena é típica em qualquer cidade de grande e médio porte do mundo e o motorista de um ônibus preso no trânsito da capital do Rio de Janeiro achou absurdo receber uma flor de presente das mãos de um jovem numa manhã de um dia de semana qualquer.
A expressão sisuda se transformou num sorriso e o dia dele mudou.
Assim como este motorista, anônimo numa metrópole, outras 300 pessoas foram contagiadas pela gentileza do grupo de jovens de não mais de 25 anos, que se reuniu para despertar nas pessoas bons sentimentos apenas por acreditar que as coisas simples fazem a diferença num dia atribulado.
Mesmo sem conhecer a data, instituída mundialmente em 1996 como Dia da Gentileza, o assistente social Eduardo Herrera, 24 anos, por ver o tema estampado em pelo menos 56 viadutos e muros e ter se transformado até mesmo em letra de música, passou a estudar as ações de José Dantrino, conhecido como profeta Gentileza, que em 1980 passou a pintar as paredes da cidade carioca com os dizeres "gentileza gera gentileza", espalhando o sentido de atitudes simples como dizer "bom dia", "por favor" e "obrigado".
Para agradecer, gentilmente, o profeta pela ação deixada, os jovens realizaram um sarau em sua homenagem e após entregarem flores no centro do Rio, partiram para os bairros periféricos. "Percebemos que não queremos esperar uma tragédia para praticar a gentileza. Tem gente matando por um bom dia, a gentileza está num pequeno gesto que acaba com os escudos da cidade", conta.
Para ele, as pessoas que foram abordadas com as flores, poesias e palavras gentis absorveram a idéia, "viram que não éramos apenas um grupo de malucos divertindo as pessoas".
Entre as flores distribuídas para os moradores, os girassóis eram os que provocavam os sorrisos mais sinceros e intensos. "Quando acabaram estas flores, conseguimos outras numa floricultura do subúrbio. Quem nos atendeu nem sabia quem era o profeta, mas gostaram da ideia e nos deram as flores, atingimos muitas pessoas indiretamente, porque muitos paravam para observar ou mesmo ouvir uma poesia", lembra.
Em especial, Herrera conta que se emociona ao lembrar de uma senhora que recebeu uma flor das mãos de uma menina que acompanhava o grupo. "Ela ficou muito emocionada e emocionou todos nós". Para ele, todos se sentiram com a missão cumprida naquele momento. "A gentileza desperta outros bons sentimentos".



A data - Tornar a vida no planeta menos complicada e mais agradável é o objetivo da data, criada numa conferência em Tóquio (Japão).
Comemorada hoje - 13 de novembro - no Brasil, o movimento "World Kindness Movement" é representado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), que neste ano comemora a eleição da cidade de São Paulo como a quarta mais cordial do mundo, segundo uma pesquisa realizada pela Reader´s Digest, que avaliou 35 cidades de vários países. A capital paulista fica atrás apenas de Nova Iorque (EUA), Zurique (Suíça) e Toronto (Canadá). O presidente da ABQV, Alberto Ogata, acredita que o resultado mostra que São Paulo, apesar de ser uma grande metrópole, tem uma população que, a despeito das dificuldades, como a desigualdade social, a violência e os graves problemas sociais, busca, através dos laços sociais, da gentileza e da cordialidade, encontrar caminhos para uma vida mais integrada e saudável. Ele considera que, naturalmente, essa não é uma regra na relação entre as pessoas, mas é possível estimular cada vez mais este tipo de atitude entre os paulistanos.

Brasil - Como considera a representante do "World Kindness Movement" no Brasil, Sâmia Simurro, o bem-estar não é atingido somente com a mudança do estilo de vida, como ser mais ativos, não fumar e comer adequadamente.
"As pessoas precisam de relações sadias, reduzindo o estresse, a raiva e as atitudes violentas".
Sâmia acredita que isso começa com pequenos gestos espontâneos e dirigidos para pessoas que trabalham juntas, se encontram nas ruas, nos ônibus e supermercados.
"Esse tipo de atitude deve ser ensinada na escola, desde a infância, para que se incorpore ao comportamento do dia-a-dia", destaca.
Em Poços de Caldas, para o dia de hoje não há nada programado como comemoração, entretanto, esporadicamente, ações gentis são desenvolvidas por grupos de pessoas, como o projeto "Passa Livros", que tem como objetivo fazer as histórias circularem entre as pessoas ao invés de ficarem aprisionadas nas estantes. Livros usados e em bom estado são doados, para que se sejam lidos e repassados a outras pessoas.



Atitudes - Cumprimentar desconhecidos com olá e bom dia, prestar atenção em mendigos e pedintes, tratar bem empregados de menor remuneração e não fazer distinção entre doutores e porteiros de condomínios.
Atitudes como estas parecem estar "fora de moda" na sociedade cada vez mais individualista e consumista.
Embora sem uma comemoração específica na data, algumas pequenas atitudes praticadas individualmente podem transformar dias e isso acontece também em Poços, como é o caso do professor Mário Ernesto Rodrigues, 51 anos.
Formado em sociologia e mestre em antropologia, ele conta que se esforça para praticar gentilezas no dia-a-dia e que tenta transmitir isso aos alunos, familiares e conhecidos. "Tento me dirigir aos ‘invisíveis’ para tentar lhes restaurar parte de sua dignidade, tão afetada pelo desprezo dos demais".
Para ele, a cultura da pressa e do individualismo isola as pessoas e os menos favorecidos se tornam cada vez mais distantes da integração do mundo, o que pode ser mudado através de pequenas atitudes. "No ambiente de trabalho, se vou buscar água, posso oferecer aos colegas".
Entretanto, ele pensa que é um trabalho árduo convencer as pessoas a abrirem mão do "conforto" para servir ao próximo.
"Diariamente vejo jovens sentados nos assentos reservados aos idosos, gestantes e obesos nos ônibus da cidade. Eles acreditam que como estão pagando pela passagem têm este direito e esquecem que um dia vão envelhecer também. Aí falta um pequeno gesto de gentileza que muda o dia de um idoso, de uma pessoa com dificuldades de locomoção. Gentileza é cidadania", considera.
Fato comprovado. O aposentado Lúcio Santos, 73 anos, relata situação semelhante quando tem que viajar de ônibus entre o bairro onde mora – Estância São José – e o centro da cidade. "Várias vezes tenho que fazer o trajeto em pé no ônibus, mesmo usando uma bengala para me dar apoio, vários jovens ocupam os assentos destinados aos idosos".





Garçons, porteiros e empregadas domésticas também se queixam da falta de gentileza. O porteiro Paulo José Machado relata que frequentemente é maltratado no condomínio onde atua. "Por ser um local onde residem pessoas de alto nível social elas me encaram como um subalterno e por isso imaginam que não mereço respeito e gentileza. Ao contrário do que vivo aqui, tento ser gentil com as pessoas nas ruas e ônibus".
Outro problema apontado pelo sociólogo é a falta de respeito no trânsito, tanto que um projeto como este já foi feito na cidade pela psicóloga do trânsito Adélia Suzana Del Sarto. Chamado de "Gentilezas no Trânsito", o projeto leva ensinamentos sobre o respeito nas faixas de pedestres e nas sinalizações.
Contudo, para fazer a diferença, a psicóloga Andréia Tavares de Lima Leal procura se inspirar em filmes, músicas e atitudes como as do profeta gentileza para aplicar no dia-a-dia, mesmo que sutilmente.
"Nunca pensei em realizar uma ação isolada, mas, diariamente, tento dar atenção a quem encontro, seja numa loja, restaurante, no trabalho, no ambiente de estudo, enfim, procuro não entrar na pressa cotidiana que nos afasta dos pequenos gestos e em casa tento passar isso aos meus filhos. Sei que é pouco, mas de repente, contagio outras pessoas", enfatiza.
Mesmo com um gesto pequeno, a jornalista Lucienne Cunha, 41 anos, tenta praticar a gentileza e enquanto se dirigia para a redação do jornal auxiliou uma senhora idosa a cruzar uma avenida na faixa para pedestres.
"Ela me pediu que a ajudasse a atravessar a rua, mas muitas vezes os idosos não pedem ajuda e precisam, por isso, acho que não custa nada oferecer", destaca.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

INICIATIVA


Projeto distribui livros gratuitamente no Terminal


Para incentivar a leitura e comemorar antecipadamente o Dia da Gentileza, exemplares de romances, livros-reportagens, poesias e livros técnicos foram distribuídos


Poços de Caldas, MG - “Também quero doar livros e fazer o saber circular. Como eu faço?” , perguntou, surpreso o operador de hidroelétrica Paulo César Alexandre, ao ser abordado com a pergunta “você aceita um livro?”.
A cena pouco comum foi protagonizada por muitos rostos anônimos que circulavam pelo Terminal de Linhas Urbanas na manhã nublada e chuvosa de quarta-feira (11).
O projeto “Passa livros” ganha mais uma edição e novos colaboradores e ao invés de oferecer esmolas, oferece livros.
Exemplares de romances, clássicos, históricos, livros-reportagens e técnicos foram distribuídos gratuitamente a quem quis receber uma história ou informação nova.
Em Poços de Caldas, a idéia foi colocada em prática pela pedagoga Angela Caruso, que numa das manhãs mais frias do mês de julho deste ano, quando o termômetro localizado em frente ao prédio da Thermas Antônio Carlos marcava 10 graus e ela se dispôs a carregar uma pilha de livros sobre temas diversos pela praça Pedro Sanches e foi, lentamente, abordando várias pessoas e entregando a elas, gratuitamente, os exemplares que incluíam romances, policiais, artes plásticas, livros infanto-juvenil, etc.
Aos 47 anos, após ler uma reportagem do jornalista Rodrigo Ratier, da cidade de São Paulo, sobre um projeto parecido, Angela sentiu a necessidade de retirar os livros empoeirados da estante e fazer com que eles pudessem ser aproveitados por várias pessoas e passados adiante.



"Eu não queria criar uma biblioteca circulante, mas que as pessoas recebessem o livro e tivessem o prazer e a responsabilidade de passá-los adiante", diz.
Diante da iniciativa, a jornalista e escritora Jéssica Balbino resolveu integrar o projeto e passou a arrecadar livros, contando com a ajuda de amigos próximos e empenhados, como a revisora de textos Delma Maiochi, que participou da arrecadação de exemplares, limpando as estantes.
O local foi escolhido de última hora, uma vez que a chuva atrapalhou os planos de distribuir os volumes na praça.
Com uma sacola cheia de livros, Jéssica chegou no Terminal por volta de 9h30 da manhã e junto com uma amiga, começaram a espelhar os livros por várias partes do local, como em orelhões, bancos e muretas.
As reações observadas foram diversas. O primeiro senhor que avistou o exemplar sobre o apoio do orelhão, escolhido propositalmente por ser o do meio, entre outros dois, se dirigiu ao da direita, olhando desconfiadamente para o livro, como se, de repente, ele deixado ali, fosse uma brincadeira ou ameaça.
Na sequencia, uma mulher também olhou para o livro e se dirigiu para o orelhão da esquerda.
Então, uma terceira pessoa olhou para o livro e se aproximou. Era um outro senhor que finalmente viu a mensagem colada na primeira página, dizendo: "Olá, cuide bem deste livro e após desfrutar desta leitura ofereça-o a alguém, aqui mesmo onde o recebeu. Não deixe que esta história fique aprisionada novamente na estante. Permita que outros possam ter a mesma oportunidade que você. Faça as histórias circularem pela praça".



Diante disso, ele segurou o exemplar alguns poucos segundos e o entregou a uma senhora, que rapidamente entrou num dos ônibus.
Já o artesão Eduardo de Lima Pereira ficou intrigado quando viu o livro num dos bancos, folheou, olhou para os lados e então começou a ler um pouco.
“No início eu pensei que se tratava de uma brincadeira, uma pegadinha e depois gostei da idéia de ganhar um livro. Vou ler e passar adiante”, comenta.
Ao lado dele, a vendedora Ana Paula Rodrigues já tinha notado o livro, mas por vergonha não pegou. Quando viu a distribuição, foi até as jovens que estavam distribuindo e pediu um exemplar. “Vou embora feliz porque ganhei uma edição. Gostei do projeto, incentiva quem não tem acesso aos livros”, declara.
Já o operador de hidroelétrica Paulo César Alexandre, ao receber das mãos da jornalista um livro, perguntou se poderia escolher um exemplar e prometeu: “tenho vários livros empoeirados na estante de casa. Vou doá-los ao projeto e como ela tem o dom de conversar com as pessoas e entregar os livros, vou ficar feliz com a ação”.
Enquanto ele escolhia um volume, outras pessoas, entre professoras, mães e apenas passantes se aglomeram e em pouco menos de três minutos os livros foram distribuídos.
Teve gente que quis mais de um exemplar. Outro saíram felizes, já lendo as primeiras páginas.
Passar os volumes literários apenas aos moradores da cidade vai ao encontro da real proposta, que é dar continuidade ao processo de ler e transmitir o conhecimento contido naquele livro a outras pessoas e promover também o acesso à leitura, que ainda hoje é deficiente no país, segundo dados da pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, que mostra entre 95 milhões de pessoas entrevistas, 45% não são leitores.
Agora, a intenção das organizadoras é levar o projeto para os bairros e comunidades mais carentes, conforme explica Jéssica: “a leitura não é um hábito comum entre os brasileiros, por isso, queremos mudar este cenário e levar os livros até quem não tem acesso, não conhece ou frequenta bibliotecas e tampouco pode comprar”.



A ação serviu ainda, antecipadamente, a uma das poucas desenvolvidas em Poços para comemorar o Dia Mundial da Gentileza - comemorado hoje - que propõe ações gentis e de incentivo entre as pessoas.
Entretanto, para que o projeto continue, há o desafio de conseguir mais livros e passá-los à comunidade.
As agitadoras lembram que a intenção é mobilizar quem tem livros, para que eles limpem as estantes. “Queremos que as pessoas façam os livros circularem, tirem a poeira e os ácaros e os coloquem nas praças e comunidades”, finalizam.


Serviço – As pessoas interessadas em compor o projeto podem acessar os blogs www.sala-do-professor. blogspot.com ou jessicabalbino.blogspot.com, ou ainda escrever para o projeto através do e-mail passalivros@hotmail.com.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Leitura

Embora eu ache que não vou conseguir chegar na minha meta de ler 50 livros neste ano, fiz uma listinha para ter um controle sobre o conhecimento que estou absorvendo.
Alguns muito bons, outros nem tanto, mas, vamos lendo !



1) - Os sete minutos (Irwin Wallace)
2) - Um Bestseller para chamar de meu (Marian Keyes)
3) - A segunda vez que te conheci (Marcelo Rubens Paiva)
4) - Cem escovadas antes de ir para cama
5) - Comer, rezar, amar (Liz Gilbert)
6) - Feliz sem marido
7) - Sete de paus (Mário Prata)
8) - Bar Bodega, um crime de imprensa
9) - O Guardião de Memórias
10) - Muito longe de casa, memórias de um menino soldado
11) - Capitães da Areia (Jorge Amado)
12) - Gomorra (Roberto Saviano)
13) - As boas mulheres da china (Xinran)
14) - Entrevista com Deus – O dossiê Iscariotes (Marcos Losekann)
15) - Por que os homens se casam com as mulheres manipuladoras
16) - Millenium 1 – os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larson)
17) - Millenium 2 – a menina que brincava com fogo (Stieg Larson)
18) - Filha, mãe, avó e puta
19) - O ponto de partida (Fernando Molica)
20) - Onde está Tereza? (Zíbia Gasparetto)
21) - Pixote – A infância dos mortos
22) - Esperando os cabeças amarelas
23) - Dewey – um gato entre livros
24) - Rosário Tijeras (Jorge Franco)
25) - Notícias da Favela (Cristiane Ramalho)
26) - De passagem mas não a passeio (Dinha)
27) - O Cortiço (Aluísio Azevedo)
28) - Um segredo no céu da boca – Pra nossa mulecada (Edições Toró)
29) - Podridão (Adelaide Carraro)
30) - Soldados do papel – Um romance verdade sobre o mundo das drogas no Rio de Janeiro
31) - Guia de caça e pesca para mulheres (Melissa Bank)
32) - Pelos acostamentos da vida e os andarilhos do Brasil (Tânia Mara)
33) – Hell – Lolita Pille
34) – Contos para ler ouvindo música
35) - Michelangelo, o tatuador
36) – Cooperifa (Sérgio Vaz)
37) – O olho da rua (Eliane Brum)
38) – Crepúsculo (Stephanie Meyer)
39) – Millenium 3 – a rainha do castelo de ar (Stieg Larson)

Na meta deste ano ainda tenho para ler:

- O menino do pijama listrado
- Ao som do mar e a luz do céu profundo
- Noite Adentro (obrigada, Robson Canto)
e Vozes Marginais (obrigada Érica Peçanha e Robson Canto) :)

PAZ.
Jéssica Balbino

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontro com o Escritor, simplesmente maravilhoso !

É bom demais fazer aquilo que gostamos. No meu caso, comunicar é quase uma bênção e foi o que fiz no último sábado, ao participar do evento Sesc em dia com a leitura, através do programa Encontro com o Escritor.
Falar da minha obra, como escrevi meu livro, como pesquisei as fontes, tirei as fotos, escolhi o que deveria entrar ou não, enfim, foi muito bom, mesmo com poucos exemplares, falar com as pessoas e crianças, explicando porque eu escolhi o hip hop como estilo de vida !




Crianças no estande



Teatro de fantoches no evento

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Encontro com o Escritor





Participo amanhã (31), mesma data em que completo dois anos da apresentação do TCC e do livro-reportagem escrito junto com a jornalista Anita Motta (em memória), do evento Sesc em dia com a leitura, promovido na cidade.





Abaixo a matéria que saiu hoje no Jornal Mantiqueira, feita pelo meu parceirinho Éder Rezende !!!




Sesc realiza dia com a leitura

Éder Rezende - eder@mantiqueira.inf.br






Crianças produzindo o Varal das Artes



Poços de Caldas, MG, 30/10/09 – Incentivar o hábito da leitura e comemorar o Dia Nacional do Livro (29) são os objetivos do evento Sesc em Dia com a Leitura, que acontece neste sábado (31), das 16h às 19h, na praça Pedro Sanches.
O evento contará com apresentações artísticas, tendas literárias, desenhos, pinturas e exposição do "Varal de Artes", além da contação de história pelo Grupo Contar-te. A responsável pelo evento, Elenda Mendes Corrêa, ressalta que estas ações são de grande importância, ao conscientizar o ato de ler no mundo atual frente à evolução da internet, utilizando deste novo meio a favor da leitura. "O projeto busca incentivar as futuras gerações ao prazer da leitura. Com uma indústria editorial forte com ilustrações e atrativos voltados ao público infantil, torna cada vez mais fácil o autor de livros chegar até elas", ressalta Elenda.




Contação de Histórias para as crianças em praça pública





O evento também dá oportunidade de divulgar a biblioteca que funciona no Sesc e é aberta ao público. O acervo conta com 6.900 títulos e sempre está atualizado com jornais diários e revistas semanais. "A população não tem muito conhecimento desse local", afirma Corrêa.
Dentro das atividades há o Encontro com o Escritor, que nesta edição conta com a presença da jornalista Jéssica Balbino. "Só trabalhamos com escritores poços-caldenses, incentivando a cultura local. Convidamos a escritora para que ela desperte o interesse de novos talentos para a escrita e apresente um pouco sobre o tema cultura marginal, da qual é especialista", conclui Elenda.
Jéssica Balbino é autora poços-caldense dos livros Hip Hop – A cultura Marginal e Suburbano Convicto - Pelas Periferias do Brasil. Ela pesquisa a cultura marginal, que é toda manifestação artística e cultura produzida nas periferias. E através destes trabalhos, a jornalista apresenta a cultura feita nas periferias de Poços de Caldas.
O primeiro livro foi resultado do trabalho de conclusão de curso para a graduação em jornalismo e traz uma grande reportagem sobre o movimento hip hop no Brasil e na região, destacando a forma com que a cultura marginal atua como resgate das crianças e jovens.
O trabalho mais recente é uma coletânea com 13 autores de sete Estados brasileiros, e traz à tona, através de contos e poesias, a realidade dos guetos do país, ao mostrar que periferia é periferia em qualquer lugar.




Escritora Jéssica Balbino fala sobre cultural marginal para crianças




"Poder interagir com as crianças ao levar a elas um pouco sobre a cultura marginal é uma forma de compartilhar conhecimentos. Não há nada mais prazeroso do que poder ensinar crianças e jovens, mostrando que existem formas de trabalhar a criatividade e a produção cultural na periferia", comenta Jéssica Balbino.
As pessoas que desejarem se matricular na biblioteca devem apresentar carteira do Sesc atualizada, declaração escolar, documentos de identidade e comprovante de endereço. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 13h às 19h. O Sesc fica na rua Paraná, 229. Mais informações podem ser obtidas pelo 3722-1393.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Profissão: Prostituta



“Maquiagem, salto alto, vestido curta e bolsa pequena”, estes são apenas alguns acessórios de Flávia Oliveira, 18 anos, que adotou este nome fictício ao tornar-se travesti e começar fazer o famoso ‘ponto’ nas ruas de Poços de Caldas.
Conhecida como Flavinha ela conta que se tornou travesti e prostituta há um ano porque quis. “Ninguém me obrigou a nada, desde pequena eu queria isso e somente agora eu tomei esta postura para me assumir mesmo, entendeu?! É uma coisa que eu quero mesmo”, dispara.
Por sempre ter tido uma convivência no meio de mulheres, Flavinha conta que nunca levou jeito para ser hétero, então começou a tomar remédios e tornar-se mais feminina, além de brincar mais com mulheres.
“Eu fui criada por mulheres, sempre convivi neste meio. Os homens da minha casa trabalhavam, então eu sempre vivi em meio às mulheres. Então, para tornar-me o que sou hoje, eu comecei a tomar certos tipos de remédios, usar coisas mais femininas, desde os meus 12 anos e até hoje eu me sinto evoluindo. Então, aos 17 anos eu decidi ser travesti, mas uma travesti de programa”, detalha.
Ao ser indagada sobre o momento em que descobriu ser homossexual e se decidiu pela prostituição, Flavinha lembra que teve a primeira experiência sexual aos 10 anos. “Mas eu ainda tinha medo e a incerteza de querer realmente aquilo para minha vida. Aos 12 anos, quando eu cheguei em Poços, vinda da Bahia com a minha família, eu vi como é a vida aqui, encontrei-me com pessoas mais evoluídas e passei a me travestir”, diz.
Flavinha fala também, com certa tristeza, que os pais não aceitaram de imediato o fato dela ter começado a se travestir, aos 12 anos.
“Demorou alguns anos para eles entenderem que eu havia assumido. Isso aconteceu há uns dois anos apenas, mas foi uma grande batalha”, afirma.
Sobre praticar sexo por dinheiro, ela conta que os pais sabem do fato, mas ainda não assimilam, com clareza a situação.


A vida em Poços de Caldas

“Minha vida é ótima”, conta Flavinha.Vinda da Bahia há quase oito anos, Flavinha conta que atualmente mora sozinha, no centro da cidade. Os pais também moram em Poços, mas não dividem a mesma casa com a travesti.
Com uma rotina diferente, até mesmo pelo tipo de vida escolhida, durante o dia Flavinha arruma os objetos e pertences em casa.
“Minha mãe tem um estabelecimento em casa e às vezes eu vou para o local, que eu prefiro não citar, como travesti mesmo e as pessoas que entram no estabelecimento me aceitam, me tratam muito bem, da mesma forma que eu as trato”, enfatiza.
Contudo, ela detalha também os maus tratos, vindos do preconceito e de pessoas que não assimilam situações como a que Flavinha vive.
“Claro que existem pessoas maldosas, que me xingam na rua, mas eu passo de cabeça baixa, não respondo, porque a melhor a resposta é o silêncio. Mas eu tento ser normal, aliás, eu sou uma pessoa normal”, destaca.


O programa

Ao assumir que realiza programas sexuais por dinheiro, Flavinha faz questão de ressaltar que é por opção e que faz isso simplesmente porque gosta e sente prazer.
Nas proximidades do Complexo Cultural da Urca, conhecido como ‘paredão’ é onde Flavinha costuma ficar durante as noites, em busca de dinheiro atrelado à satisfação sexual e pessoal.
“Eu costumo ficar ali perto, mas já tenho vários clientes, esperá-los me buscar em casa, pois como sou independente, moro sozinha, eles me pegam em casa ou, aqueles fixos, que eu já conheço há tempos, costumam entrar”, conta.
O preço estipulado por ela vai de acordo com a hora. Quando o programa é feito em casa, Flavinha cobra R$ 100. E quando é na rua, o preço costuma ser de R$ 50 por meia hora, que geralmente é gasta em motéis.
“Ás vezes chega a acontecer no carro ou mesmo em alguns outros lugares que eu já conheço, ou que nos levam, mas que já temos referências”, diz.
Ela conta também que não são todos os dias da semana em que programas são feitos. A freqüência maior é no final de semana, iniciando pela sexta-feira e indo até o domingo.
“Tem dias que eu não vou ao ‘paredão’ pois não estou com cabeça mesmo”, comenta.
Há também horários pré-determinados pelos travestis e garotas de programa que freqüentam os locais famosos por oferecer prostituição.
De acordo com Flavinha, o movimento se intensifica após as 21h da sexta-feira e vai até antes do amanhecer, por volta das 05h.
No local utilizado também para fazer os programas, muitas amizades são feitas entre as outras prostitutas.
“Tenho bastante amigas ali sim, somos bastante reunidas, já passamos por vários desentendimentos anteriormente, mas isso era quando uma não conhecia a outra e gerava aquela confusão, agora, somos bastante reunidas”, relata.



O inusitado


Ao ser questionada sobre situações ou programas inusitados, Flavinha conta que já saiu para fazer programa com dois casais heterossexuais.
“O que eu observo é que as mulheres querem ter uma relação sexual com uma travesti. Já sai com dois casais. Porém, da primeira vez, não fiz nada com a mulher. Já na segunda vez, eu fiz porque fiquei com vontade, aí aconteceu. Foi a primeira vez que eu tive relações com uma mulher”, detalha.
Sobre os programas feitos com homens, ela garante que não existe mais os estereótipos de travesti passivo ou ativo.
“Depende do que os homens querem ou pagam, mas no meu caso, o que eles querem, eu faço”, garante.
O ‘paredão’ por ser um local antigo e já bastante conhecido, por bastante moradores da cidade, como um ponto de prostituição, é também alvo de muitos preconceitos por parte da sociedade e algumas vezes até mesmo da polícia, como conta Flavinha. “Já sofremos algumas ameaças de cidadãos e também, vários policiais já pediram para que deixássemos o local, mas eu não entendo também o por que disso. Não é a primeira cidade de Minas Gerais que tem profissionais do sexo nas ruas, todas as cidades tem. Muitas vezes tentam nos tirar de lá, nos dão ‘gerais’ desnecessárias e ficamos inclusive constrangidas, porque as pessoas passam, olham, eles reviram nossa bolsa, jogam nossas coisas no chão, pedem-nos para tirar a roupa às vezes”, descreve.
Defendendo a classe em que trabalha, Flavinha não acredita que as ações policiais sejam exclusivamente para zelar pela ordem pública e bem-estar da sociedade, mas classifica tais atividades como abuso de poder.
“Tem muita gente em Poços que pensa que a prostituição nas ruas é uma coisa sobrenatural, sabe? São reações super preconceituosas, mas, estas pessoas que pensam assim, por trás disso, são os que vão nos procurar mais tarde. Na calada da noite, eles mostram a verdadeira cara. Porque durante o dia, são umas pessoas, à noite, são outras e isso é o que eu não aceito”, desabafa.
Sobre a procura por programas, Flavinha acredita que o que leva um homem ou mesmo mulher em busca de um travesti na rua é a busca pelo prazer.
“Muita gente tem vontade, mas nem todos tem coragem. Eu acho que é uma fantasia sexual”, destaca.
Já para ela, o maior prazer da profissão é ser reconhecida entre os homens. “Eu gosto da propaganda do boca-a-boca, os homens dizem que eu sou boa e indicam, para que outros saiam comigo. Isso é o que me dá prazer”, afirma.
Além disso, Flavinha não deixa de citar o dinheiro, que de certa forma, vem fácil por meio da prostituição.


Os perigos da prostituição

Por semana, Flavinha consegue ganhar em média R$ 350, ou seja, um pouco menos que um salário mínimo. Porém, vários fatos tristes também fazem parte da história, pouco comum, de Flavinha. Ela conta que no Carnaval de 2007, saiu com um rapaz da cidade vizinha de Caconde-SP.
“Ele começou a passar de carro, que também tinha as placas de Caconde-SP e eu não estava na Urca e na terceira vez que ele passou, parou. Contudo, ele estava com uma cara um pouco suspeita, aparentando estar bêbado”, conta.
Com isso, alertada por uma amiga, Flavinha fotografou uma das placas, como uma espécie de garantia. Dali, Flavinha e o rapaz foram para um local já conhecido por ela, próximo a Avenida João Pinheiro.
“Eu já conhecia e quis ir para aquele local justamente por isso, pensando que se algo acontecesse, eu saberia para onde correr, fugir ou mesmo pedir socorro”, relata.
Daí em diante, um programa entre os dois foi feito e na hora de acertar o prazer recebido, o rapaz não quis efetuar o pagamento, sacando de uma faca.
“Ele disse que não me pagaria, puxou esta faca, porém, eu também estava com uma navalha e tentei me defender. Descemos do carro, começamos discutir e o resultado é que eu tenho uma cicatriz nas costas, onde ele passou a faca em mim. Porém, eu também passei a faca nele. Ele disse que iria registrar um boletim de ocorrência e eu garanti que quem teria a temer era ele, pois todos saberiam com quem ele havia saído e eu explicaria para a polícia que ele não quis pagar meu programa. Porque, neste caso, eu acho que a polícia deve ir atrás”, narra Flavinha.
Após estes fatos, Flavinha começou a correr e gritar ao rapaz que estava com ela que havia tirado foto das placas do carro. Quando chegou no centro da cidade, próximo ao ‘paredão’, o mesmo rapaz parou Flavinha, pediu para ela não fazer nada e lhe deu o dinheiro devido pelo programa.
“Neste momento eu aceitei, mas foi um apuro do qual passei”, diz.
Ela relata ainda que nem sempre anda como armas brancas como facas, estiletes ou navalhas e diz que naquela noite, por sorte, estava com uma navalha.
“Aqui em Poços eu não me armo mais, porque a polícia já me parou, porque tinham pessoas denunciando que estávamos armadas, mas só pode ser quem sai com a gente”, comenta.
Porém, Flavinha afirma que quando vai para a cidade de São Paulo fazer programas, arma-se com medo de sofrer alguma coisa.
Na capital paulista, fato semelhante já aconteceu com ela, contudo, o cara recusou-se a pagar o programa, lhe apontou uma arma e a deixou no meio da rua. “Ele me deixou no meio do nada, eu nem sei onde desci, mas graças a Deus eu tinha dinheiro na bolsa, liguei para um táxi e ele foi me buscar, mas foi um dia em que eu senti bastante medo”, lembra.


O preconceito


“Tem muitas pessoas que nos apontam nas ruas. Acham que somos alvo de zombaria”, diz, ao referir-se ao preconceito existente da sociedade com os travesti e também com as prostitutas.
Contudo, Flavinha destaca que prefere ignorar o preconceito e levar a vida como está acostumada, sem se deixar abater com o julgamento alheio.
“Eu prefiro esquecer isso tudo, embora alguns falem, eu vou levando a vida, pois para conseguir o que eu quero, eu devo passar por isso”, afirma.
Quando diz que quer chegar a algum lugar, Flavinha refere-se ao ideal que criou para si mesma, que é colocar mais silicone no corpo e mais próteses e ela enxerga, como única alternativa para alcançar o sonho, se prostituir.


“Mas eu tento ser normal, aliás, eu sou uma pessoa normal”


Relacionamento


Além dos sonhos já citados por Flavinha e dos planos para o futuro, Flavinha conta que possui um namorado em Poços.
“Ele é muito bacana comigo, acho que ainda é a única coisa que realmente me prende na cidade”, conta.
Os dois se conheceram na rua e segundo relatos dela, ele a aceitou enquanto prostituta. “Mesmo não querendo, ele tenta entender isso”,afirma.




O dia de hoje... o futuro...

Diferente dos relatos comuns de prostitutas, que iniciaram na profissão por falta de recursos financeiros, Flavinha nunca passou nenhuma necessidade e conta que os pais sempre lhe proporcionaram um bem-estar dentro de casa.
“Eles sempre batalharam, tanto na Bahia como aqui, mas me prostituir foi uma opção. Eu não precisava de nada disso que estou passando, é porque eu gosto mesmo, embora não seja fácil ficar na rua, é algo que eu quero passar, para chegar onde eu quero”, relata.
Ela diz também que trabalhar num emprego convencional, por ora, não está nos planos, visto que a rua oferece um dinheiro mais rápido.
Contudo, a travesti relata também que às vezes a rua não é tão agradável e sedutora, numerando fatos como não ter clientes todos os dias, ou fatos desagradáveis com pessoas que fazem o programa e recusam-se a pagar o preço estipulado.
“Eu já procurei empregos convencionais, mas aqui em Poços não consegui nada. Acho que os empresários são preconceituosos ainda. Só existem opções para cabeleireiro e eu quero trabalhar com moda”, conta Flavinha.
Ela diz ainda que não conseguiu se firmar num emprego comum porque deixou de tentar ao longo do caminho.
Atualmente, Flavinha quer continuar na rua, trabalhando como prostituta, mas não descarta a hipótese de, futuramente, dedicar-se ao sonho, que é trabalhar com moda.
Sem se esquecer do sonho e que cada dia ou mesmo programa é um passo dado em direção ao futuro, Flavinha conta que sempre se previne contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) ou mesmo da Aids. “Minha bolsa é lotada de camisinhas, eu tenho a carteirinha no DST / Aids e me cuido também. Muitos caras chegam até mim, dizem que são casados, que não tem nada, porém, eu bato o pé e exijo o uso da camisinha”, relata.
Para finalizar, Flavinha reafirma considerar-se uma pessoa bastante feliz e realizada no que faz.
“Eu sou hiper feliz no que sou, no que faço e com as amizades que tenho neste mundo. Eu tenho que dizer para as pessoas abrirem a mente, porque hoje em dia, todo mundo é igual, não tem quem seja diferente, perante Deus, todos somos iguais”, conclui.


A matéria acima foi escrita em maio de 2008 na série "Às margens da sociedade", que eu idealizei no Jornal de Poços. Esta foi uma das matérias que mais gostei de fazer :)

PAZ.
Jéssica Balbino

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os gêmeos

os primórdios do graffiti em SP, dos Gêmeos..e as minhas gêmeas para representar...
falar um pouco de algo feliz !



domingo, 18 de outubro de 2009

Para mim, a peça mais bonita da exposição dos 100 anos da França no Brasil no Museu da Língua Portuguesa !




sábado, 17 de outubro de 2009

Feliz todo dia !

Minha grande influência literária sempre foi o Marcelo Rubens Paiva, ora criticado, ora aclamado, nunca me deixei influenciar pelo que diziam sobre ele, mas sim sobre o que ele dizia sobre o mundo. O mundo dele.
Aos 13 anos e numa ânsia incrível de conhecimento, uma amiga me emprestou o Feliz Ano Velho no meio de um monte de livros infanto-juvenil. Foi o segundo que peguei para ler numa manhã chuvosa de domingo. Li de uma vez e me apaixonei. Ganhei um exemplar usado anos depois e fui na sequência, com Blecaute, As Fêmeas, Malu de Bicicleta, o Homem que Conhecia as Mulheres e a Segunda Vez que te conheci ! Todos apaixonantes. Ainda faltam alguns que por falta de $ em vários momentos não pude ler.
Já aos 18 anos, na faculdade, a Anita (em memória) me elogiou de uma forma inesquecível: 'você tem um estilo de texto parecido com o Marcelo Rubens Paiva' ! Nunca mais esqueci...espero que seja verdade...rsrs
Voltando, li Feliz Ano Velho muitas vezes e sei de cor várias passagens. Não consigo explicar o fascínio que o livro exerce sobre mim, mas o sentimento de felicidade é muito grande em vários aspectos e durante muitos anos da adolescência, me ensinou e segurou muitas lágrimas.
No entanto, a maior surpresa veio ontem, quando lendo o Cooperfica - Antropofagia Poética, do grande Sérgio Vaz, me deparei com uma passagem do Marcelo no Zé Batidão e uma matéria linda dele sobre o sarau ! Incrível e mais feliz ainda, por saber que minhas duas inspirações, numa noite, se fundiram numa só e que eu posso, novamente, seguir a vida e estes sentimentos lindos que ambos têm !!! Feliz ano velho e novo começo todo dia !







terça-feira, 13 de outubro de 2009

Artista plástico realiza intervenção urbana no monotrilho


As vigas de concreto cinzentas que sustentam o monotrilho inutilizado há anos na avenida João Pinheiro estão ganhando um colorido através da intervenção urbana praticada pelo artista plástico Marcelo Abuchala.
O novo trabalho faz parte da Conferência Municipal de Cultura, que acontece no próximo dia 22 e tem como objetivo pensar as diretrizes de Poços nesse âmbito.
Desta maneira, desde a noite de quinta-feira (8), ele tem colocado em prática um projeto pensado há bastante tempo, de colorir e chamar a cidade para um pensamento mais artístico. Através da técnica de graffiti conhecida como estêncil, ele tem imprimido nos muros frases como "Pense, não dói" e crianças para o lado de dentro das vigas, propondo reflexão.
Questionado sobre o trabalho, ele explica que quando uma intervenção urbana acontece, o objetivo é chocar e fazer a população refletir sobre o que está vendo.
"Quero trazer um pouco de consciência às pessoas através da arte. Esta é uma das minhas maneiras de contribuir com Poços de Caldas e com a cultura local. Com esta técnica eu consigo ser econômico, rápido, prático e dar cores ao cinzento horrível do monotrilho", dispara.
O trabalho de Abuchala pode ser comparado, por lembrar em demasia, a arte de Alex Vallauri, um dos primeiros graffiteiros do país, que fez sucesso nos muros da capital paulista com personagens como a Rainha do Frango Assado.
Para o artista, que também prepara uma exposição para o fim deste mês no próprio ateliê, aprimorando ainda mais a técnica do estêncil e amadurecendo os trabalhos, o graffiti é a forma de comunicação que mais se aproxima do ideal de arte para todos.
"Qualquer pessoa pode admirar o que está estampado nestas vigas em qualquer um dos ângulos que trafegar pela avenida", comenta.
Portanto, as imagens apresentadas nos novos trabalhos são de entendimento rápido e simples, e Abuchala acredita que por estarem expostas em meio ao "caos" da cidade podem trazer uma compreensão imediata e o resultado esperado quando ele pensou nas figuras.
Já nos próximos dias – até o próximo 22 de outubro – Abuchala pretende realizar o trabalho em outras partes da cidade e já definiu que o Central Park, prédio tombado pelo patrimônio histórico ao lado da Câmara, também servirá como mural para os graffitis.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Direitos humanos?!

Na foto, mesmo embaçada, uma criança de não mais que 10 anos, cheirando cola no Vale do Anganhabaú em frente um grupo de policiais que faziam a ronda durante a Virada Cultural.
Nunca vou me esquecer dos olhos de medo daquela criança, suja, abandonada e sozinha, que cheirava aquele pouquinho de cola tentando fugir da polícia, se esconder da realidade e inultimente, buscando alguma dignidade !

Pelos olhos de uma criança

...e pode ser justamente assim que ele se vê, embaçado e invisível diante de um mundo de arte que acontece, mas dura apenas 24h.


Foto: Edu Herrera


PAZ.
Jéssica Balbino

segunda-feira, 5 de outubro de 2009



É na sua mente que você vai encontrar a energia, a decisão e a determinação para promover mudanças. O resto são desculpas...

Na noite de domingo, mais uma vez, a insônia me pegou e então resolvi reassistir a apresentação do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com o livro reportagem e me emocionei ao me ver defedendo de todas as maneiras o trabalho que gastei um ano para concluir e que fez de mim o que sou hoje.
Num dos questionamentos da banca, eles perguntaram o que 'ficou' da experiência e eu disse: tudo !
Realmente, ficou TUDO ! Que aprendi, que vivi, que continuo vivendo. Numa das frases, digo que o hip hop também mudou minha vida porque me acolheu tão bem e que eu gostaria de encerrar o compromisso com a faculdade e iniciar meu compromisso com a cultura. Dito e feito. Cá estou.
A única dor, no vídeo, é lembrar da Anita fazendo planos de levar o livro adiante, de publicar, de fazer pós e mestrado e de continuar hip hopeando...
mas... para mim, continua e trabalho dobrado !
Saudade e alegria por ter escolhido este tema numa aula de antropologia cultural através dos textos do Ferréz e com isso, conseguimos ainda emocionar a professora que deu aquela aula !!!




PAZ.
Jéssica Balbino

É hoje

LANÇAMENTO OFICIAL DO FILME "PROFISSÃO MC" de Alessandro Buzo e Toni Nogueira

Buzo, parabéns meu velho :)
Tô super feliz pela produção cultural da perifeira estar crescendo !!!
Boa sorte no lançamento e separa o meu, hein !
Não estarei presente fisicamente, mas a alma e a alegria por esta conquista com certeza estarão na Olido com você !





05 de Outubro de 2009
(19h) Coquetel
(19h30) Exibição do filme
(20h30) - Debate com Alessandro Buzo e Toni Nogueira (diretores) e o protagonista Criolo Doido.
Presença de outros atores e atrizes.
LOCAL: CINE OLIDO (236 lugares)
Av São João, 473 - Centro - São Paulo - SP
* Gratis

PROFISSÃO MC
Um filme de Alessandro Buzo e Toni Nogueira


SINOPSE

Profissão Mc traz a estória de um rapper na periferia que num momento delicado de sua vida, desempregado e com a namorada grávida, recebe duas propostas: uma para entrar no tráfico de drogas e outra para seguir apostando no RAP.
Profissão MC é um filme sobre oportunidades, ou falta delas.
Este filme não captou um único real para ser produzido e pretende ser exibido em várias comunidades pelo Brasil.
Este filme é a estréia de Alessandro Buzo, como Diretor, junto ao experiente Toni Nogueira.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sonho de quem faz a realidade !




Eu tenho vários sonhos. Tem um que me deixa sem sono. Me faz praticar a insônia. Me leva para frente do computador. Me joga para cima dos lençóis. Me faz escrever cada dia mais. Me faz reparar na injustiça e querer mudar. Me faz correr com as próprias pernas e gritar os berros dos locais mais fundos da minha alma. Me ensina a colecionar pedras. A escrever poesias, a recitar palavrões, a ser eu mesma, a mudar a minha periferia. Meu sonho se chama Cooperifa e estou presente, todas as noites, todos os dias, de alma vibrante em casa sarau e atividade poética !
Eu tenho vários ídolos. Um deles é o Sérgio Vaz. Como homem e como poeta. Como ser humano digno, que há anos chegou na minha vida através de um conto e mudou minha forma de agir e pensar.
Guerreiro, estamos juntos (e misturados) pra sempre nas vielas que cortam as periferias do Brasil !!! Queria muito estar presente na II Mostra, no entanto, o capitalismo continua inimigo e não é desta vez que vou conseguir, mas, me aguarda para o próximo ano, no orgulho periférico.


Sarau da Cooperifa completa 8 anos de atividades poéticas na periferia de São Paulo

O Sarau da Cooperifa completa 8 anos de atividades poéticas na periferia de São Paulo, e para comemorar vai realizar a sua II Mostra Cultural com uma semana inteira de eventos culturais totalmente gratuitos (ver programação).
A Cooperifa é um movimento de incentivo à leitura e à criação poética, e ao longo desses anos já fez vários eventos ligados a literatura. Como o "Poesia no ar" quando os poemas são soltos em balões (bixigas), o "Ajoelhaço" quando os poetas e convidados ajoelham-se e pedem perdão para as mulheres, a "Chuva de livros" quando presenteia a comunidade com livros (neste ano foram 600), o "sarau da Cooperifa nas escolas" da região, o "Prêmio Cooperifa" para pessoas e instituições que direta, ou indiretamente ajuda a periferia a se transformar num lugar melhor para viver, o "Cinema na laje", "Saraus em praças, favelas, presídios, fundação casa, lançamentos de livros e disco de poesia e de poetas."
Nesta mostra estão programados eventos de dança, literatura, cinema, teatro, artes-plásticas e música. E a Cia. Bambalina, diretamente da Espanha.Além dos eventos também haverá debates sobre literatura (Marcelino Freire, Xico Sá, Ferréz, Sacolinha, Heloisa Buarque de Hollanda, Écio Salles, Chacal, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo, Nelson Maca, entre vários), cinema, ativismo cultural e periferia,com a presença dos escritores da região -e de outras comunidades-, com personalidades de São Paulo e outros estados. Uma feira de livros de escritores e um grande encontro dos saraus que estão sendo realizados nas quebradas e que dão voz a esta literatura periférica que não para de crescer.

Participe. Divulgue.
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II MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA
- 19 a 25 outubro


Programação:

Dia 19/10 (segunda-feira)
Abertura 16h Debate
O que a reforma da Lei Rouanet tem a ver com os movimentos culturais das periferias?Expositor: Juca Ferreira – Ministro da Cultura (a confirmar)
Professor Carlos Giannazi – Deputado Estadual/SP
Ana Tomé – diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo
Coordenação: Eleilson Leite – coordenador do Programa de Cultura da ONG Ação Educativa

19h Cerimônia de Abertura Poetas da Cooperifa

20h Show: Izzy Gordon
A cantora de MPB, soul e do bom e velho funk desfila seu vozeirão num show especial para a Cooperifa

Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo

Dia 20/10 (terça-feira)
Dança 15h
Apresentação teatral -Kraft – Companhia Bambalina
Companhia espanhola com prestígio internacional por valorizar o uso dos fantoches e mesclar a linguagem teatral com outras dramaturgias.
O espetáculo “Kraft” é voltado para o público infantil e recorre aos elementos lúdicos para abordar o amor pelas pessoas e coisas.

Local: CEU Casa BlancaRua Damasceno, 85 – Vila das Belezas

17h DebateUm olhar para a cena periférica no Brasil
Nelson Maca (BA) – professor de literatura da UCSAL e ativista do coletivo Blackitude
Guti Fraga (RJ) – jornalista, ator, diretor artístico e fundador da ONG Nós do Morro
Alessandro Buzo (SP) – escritor e ativista cultural, organizador do Favela Toma Conta
Adriana Barbosa (SP) – empreendedora social e idealizadora da Feira Preta
Coordenação: Érica Peçanha – antropóloga e pesquisadora da produção cultural periférica

20h Apresentações artísticas
Balé Capão CidadãoApresentação dos alunos das oficinas de balé da ONG Capão Cidadão.
Solano em rascunhos – Cia Sansacroma
O grupo pesquisa e desenvolve trabalhos nas áreas de dança, teatro e cultura afrobrasileira.

Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo

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Dia 21/10 (quarta-feira) Literatura
15h Debate Engajamento e revolta na ponta da caneta
Rodrigo Ciríaco – professor e escritor
Michel da Silva – arte-educador e escritor, fundador do Sarau Elo da Corrente
Márcio Batista – professor e poeta da Cooperifa
Elizandra Souza – escritora e redatora da Agenda Cultural da Periferia
Coordenação: Ecio Salles (RJ) – colaborador de coletivos atuantes em favelas e periferias, pesquisador e autor do livro “Poesia revoltada”

17h Debate Literatura marginal através dos tempos
Chacal (RJ) – protagonista da literatura marginal dos anos 1970, poeta e produtor cultural
Sérgio Vaz – poeta, ativista cultural e idealizador da Cooperifa
Ferréz – escritor e ativista, editor das revistas Caros Amigos/Literatura marginal e do Selo Povo
Coordenação: Heloisa Buarque de Hollanda – coordenadora do PACC/UFRJ, ensaísta e pesquisadora da cultura brasileira

Local: CEU Casa BlancaRua Damasceno, 85 – Vila das Belezas

21h Sarau da Cooperifa
Edição especial do sarau da Cooperifa que completa 8 anos de atividades poéticas na periferia de SP.
Local: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana

Dia 22/10 (quinta-feira) Cinema
14h Mostra Cinema na LajeExibição de curtas e longas nacionais
Povo lindo, povo inteligente (50 min), de Sérgio Gagliard e Maurício Falcão. Documentário sobre o sarau da Cooperifa a partir do cotidiano e dos relatos de sete poetas assíduos.
Amanhã, talvez (7 min), de Rogério Pixote. Manoel e seu dia a dia. Bebida, TV, bebida, talvez amanhã. Baseado em um conto de Sérgio Vaz.
Literatura e resistência (54 min), 1daSul Filmes e Literatura Marginal Editora. Documentário sobre a trajetória literária e de militância cultural do escritor Ferréz.
Graffiti (10 min), de Lílian Santiago. A história por trás de um graffiti. Um rolê com um jovem pela cidade de São Paulo, logo após a série de ataques do crime organizado.
Profissão MC (52 min), de Alessandro Buzo e Toni Nogueira. O filme aborda os dilemas enfrentados por um rapper da periferia em um momento delicado de sua vida.
Pode me chamar de Nadí (18 min), Déo Cardoso (CE). Dos deboches dos colegas ao contato com uma bela modelo negra, os conflitos enfrentados pela menina Nadí por conta dos seus cabelos crespos.

18h Debate A periferia se vê no cinema de periferia?
Ricardo Elias – cineasta e diretor dos filmes De passagem e Os 12 trabalhos
Rogério Pixote – cineasta e articulador do coletivo Cine Becos e Vielas
Toni Nogueira – produtor executivo da DGT Filmes e cinegrafista
Coordenação: Luiz Barata – coordenador do núcleo de audiovisual da ONG Ação Educativa

20h Exibição de filme
Os 12 Trabalhos (90 min), de Ricardo EliasNuma leitura contemporânea do mito de Hércules, um ex-interno da Febem tem que cumprir doze tarefas para conseguir o emprego de motoboy na cidade de São Paulo.
Local: CEU Casa Blanca
Rua Damasceno, 85 – Vila das Belezas

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Dia 23/10 (sexta-feira) Teatro
16h Debate
É possível viver sem escrever?
Xico Sá – escritor e jornalista
Sacolinha – escritor, ativista e coordenador de um centro cultural em Suzano/SP
Marcelino Freire – escritor, blogueiro e agitador literário
Coordenação: Roseli Loturco – jornalista e professora da ONG Papel Jornal

20h Apresentações teatrais
Os Tronconenses – Núcleo Teatral Filhos da Dita (Instituto Pombas Urbanas)
Formado por jovens atores da periferia da Zona Leste, o núcleo apresenta a história de “Tronconé”, uma cidadezinha imaginária que se parece com muitas cidades brasileiras. No espetáculo, crianças encenam a vida adulta, o imaginário e o real se misturam, loucura e lucidez muitas vezes se confundem.
Solano Trindade e suas negras poesias – Capulanas Cia de Arte Negra
A companhia Capulanas é formada por jovens negros atuantes em movimentos artísticos da periferia de São Paulo. Nesta apresentação, a força da mulher negra e das manifestações populares ecoa no trabalho cênico e na dramatização das poesias de Solano Trindade, Elizandra Souza e dos próprios atores.
Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo

Dia 24/10 (sábado) Caldeirão Cultural
11h Feira de livros e exposições- Venda de livros e a presença dos coletivos literários e escritores periféricos
- Exposição de pinturas, de Jair Guilherme
- Mostra Arte Dulixo, de Tubarão
- Metalmorfose (arte com sucatas de carro), de Casulo

16h DebateArte de rua na periferia
Jair Guilherme – artista plástico e professor de artes, dirige um ateliê na periferia
Michel Onguer – artista plástico das ruas (grafiteiro) e arte-educador
Cripta Djan – pixador e documentarista
Coordenação: João Wainer – fotógrafo e produtor de vídeos

19h Apresentação musical Brau Mendonça

Show intimista de música brasileira com o cantor dos saraus cooperiféricos

20h Encontro dos saraus
Grande encontro de valorização da poética e política dos coletivos literários de São Paulo.
Com: Cooperifa, Elo da Corrente, Rascunhos Poéticos, Sarau da Ademar, Sarau da Brasa, Sarau do Binho, Sarau do Povo e Sarau Rap.

Local: CEU Campo Limpo
Avenida Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo Dia

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25/10 (domingo) Música: Apresentações musicais
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16h30 Kolombolo Diá Piratininga Grupo que se dedica à pesquisa e difusão do samba paulista
17h30 Wesley Nóog & 1Banda Funk, samba, soul e suingue brasileiro
18h30 PeriafricaniaParticipação de Crônica Mendes, do grupo “A Família” Rap de protesto com um grupo formado nos saraus da Cooperifa
19h30 Versão PopularParticipação especial de B. ValenteMúsica e poesia com o grupo de rap nascido na Zona Sul paulistana
20h30 Grande show de encerramento
GOG
O melhor do hip hop nacional com o poeta do rap

Local: Casa Popular de Cultura do M’ Boi Mirim Rua Inácio Dias da Silva, s/n - Piraporinha

Realização: Cooperifa

Parceria: Ação Educativa, Centro Cultural da Espamha, Itau Cultural, Global Editora e SESC Santo Aamato.

Curadoria: Sérgio Vaz

Agradecimentos: Casa Popular de Cultura do M’Boi Mirim, CEU Campo Limpo, CEU Casa Blanca e Bar do Zé Batidão

Todas a atividades são gratuidas

Entrega de certificado nos debates informações

Cooperifa:
(11)9342-8687/8358-5965/9391-3503
http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/
cooperifa@gmail.com

Ação Educativa: (11) 3151-2333, ramais 153 e 166
http://www.acaoeducativa.org/


(informações 'copiadas' do blog do Nelson Maca -http://gramaticadaira.blogspot.com)

Beijão e muita paz
Jéssica Balbino

Hip Hop Mulher e Edições Toró convidam para o lançamento de "Hip Hop Mulher - conquistando espaços"



(Texto de divulgação). "Dia 01/10/2009 – às 19 horas. Na Ação Educativa: Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque (próxima ao Metro Santa Cecília) Com recital de Elizandra Souza, projeção dos vídeos “Guerreiras do Brasil” (de Cacau Amaral), “Rap de saia” (de Re.Fem) e “Hip Hop Mulher” (Cenas do primeiro encontro) e roda de debate-papo com as autoras. As primeiras 50 pessoas que chegarem e participarem destas atividades receberão um exemplar do livro cada uma, gratuitamente. Mantendo acesa a paisagem e o afeto dos princípios hiphopêros e chamando pra outros detalhes que a rima macha não versa e que tinta macha não desenha, este trabalho vem da luta cotidiana, da batalha sem medalha, sem mesada, sem creche, trincando os canos entupidos da falta de respeito. Vitalizada nas beiradas urbanas diariamente, no leque e na ventania da ação e do pensamento entre tranças e trancas, a Hip Hop Mulher traz no brilho de seu lilás o livro “Hip Hop Mulher – Conquistando Espaços”, ladeado e atravessado por uma pulseirinha que não é a do Bonfim, mas a do bom recomeço, também na pegada da fé dos 4 (mil) elementos do Hip Hop. Quem tiver o livro na palma vai saber qual que é essa fita, de cetim. Revirando temas como Saúde, Violência, Estado Laico e Liberdade Religiosa, Direitos Sexuais & Reprodutivos, este livro tem prevista a sua distribuição gratuita em diversas oficinas já marcadas pra girar em São Paulo e seus interiores. Cola com a gente, vá mesmo. AXÉ. Edições Toró – Morro do Mineiro/Taboão da Serra. www.edicoestoro.net --- “HIP HOP MULHER – CONQUISTANDO ESPAÇOS” Organização: Tiely Queen - www.hiphopmulher.com.br Ilustrações de Fernanda Sunega e Ana Clara Marques (Rede Grafiteiras BR) Poemas de Elizandra Souza e textos de Roseane Ribeiro (Jovens Feministas de SP), Valéria Melki Busin (Católicas pelo Direito de Decidir), Janaína Oliveira (rapper Re.Fem) e Latoya Guimarães (Articulação Brasileiras de Jovens Feministas). Concepção Editorial: Allan da Rosa e Silvio Diogo (Edições Toró)."

Hip Hop - A Cultura Marginal

Salve, galera !
tudo na paz?

Consegui disponibilizar o download do meu primeiro livro Hip Hop- A Cultura Marginal, escrito em 2006 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de jornalismo. O trabalho foi feito em parceria com a jornalista Anita Motta (em memória).Quem quiser conferir um pouco da história da cultura no mundo e no Brasil, os elementos e personagens singulares, pode baixar o livro e ler ;)
O download gratuito é parte do PROJETO L.E.I.A, que disponibiliza cultura gratuita em diversas formas !

Bom proveito!
Beijão e muita paz

Jéssica Balbino


RELEASE

por Gabriel Barbosa Machado
(ator)


“Paz, amor, união e diversão”, essa é a proposta do livro Hip Hop – A Cultura Marginal, que é, o tempo todo, fiel a história do hip hop no Brasil e no mundo.
Com uma linguagem jornalística das grandes reportagens, clara, doce, dinâmica, eficiente, coloquial e informativa, marcada por histórias singulares com uma riqueza de dados surpreendente.
Definitivamente é um livro que traz o retrato de uma cultura urbana, emergente das classes populares das metrópoles.
Uma verdadeira aula de hip hop, que já começa no título, nos fazendo questionar, que cultura é essa? Que marginal é esse?
É um livro gostoso de ler, com conteúdos específicos, poesias, histórias e curiosidades únicas. Um material que é com certeza um registro histórico-cultural, daquele que é o maior movimento social dos últimos 30 anos. Esta obra, contribui, inegavelmente para dar mais visibilidade a uma cultura que carrega em sua face, o olhar do preconceito, da ignorância, da desigualdade e da exclusão a partir daqueles que desconhecem, rotulam ou ignoram.
Afirmo que é louvável a produção das jornalistas que se lançaram a campo para registrar a voz de um movimento, ritmo e cultura, certificando que mesmo numa forma de deficiência a universidade ainda forma seres pensantes, que estão à frente na análise das manifestações culturais e fenômenos sociais, muito antes do que qualquer meio de comunicação.
Elas dizem assim, no capítulo inicial: “Vem ardendo, sangrando e machucando. É o berro que emana dos morros, guetos e favelas. Vem dos locais mais pobres, o grito desesperado de quem vem da periferia. Chega ao asfalto carregado de protesto, indignação, carência, vontade, luta e marginalidade”.
Para adentrar no mundo do hip hop e conhecer faces totalmente desconhecidas ou ignoradas da hiphoptude, o livro Hip Hop – A Cultura Marginal é um bom começo.


Clique aqui para fazer o download

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PROJETO L.E.I.A.

Literatura em Incentivo Amplo




ler v.t. - 1. Percorrer com a vista (o que está escrito) proferindo ou não as palavras, mas conhecendo-as. 2. Ver e estudar (coisa escrita). 3. Decifrar e interpretar o sentido de. 4. Perceber; reconhecer. 5. Advinhar; predizer. Int. 6. Ver as letras do alfabeto e juntá-las em palavras.

A literatura não para. Nem nós. Por isso o projeto LEIA vem com tudo, trazendo informações, livros, poesias, cinema e cultura.
Através de atividades diversas, com pessoas da periferia e normalmente sem acesso a este mundo, o oferecimento do projeto LEIA.


Projeto Passa Livros




Criado pela pedagoga Ângela Caruso, inspirado na brincadeira infantil Passa-Anel, o objetivo é passar os livros aos pedintes e ambulantes que cercam os carros e as pessoas pelo centro da cidade.
Geralmente não há recusa e é uma oportunidade de fazer o saber circular. Livro na estante só tem vida quando manuseado e lido por alguém, caso contrário só ocupa espaço e cria ácaros.

Em cada livro é colocada uma mensagem, adaptada a realidade de Poços de Caldas.

“Passa Livro – histórias que circulam pela praça”
Olá, cuide bem deste livro e após desfrutar desta leitura, ofereça-o a alguém, aqui mesmo onde o recebeu. Não deixe que esta história fique aprisionada novamente na estante. Permita que outros possam ter a mesma oportunidade que você.
Faça as histórias circularem pela praça.


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Faça acontecer em sua cidade ou bairro um “Passa Livros” também. Caso você tenha dificuldades para isso e tem livros para “passar”, nos contate: passalivros@hotmail.com.

domingo, 27 de setembro de 2009

Vermes

direto do Literatura Periférica http://www.literaturaperiferica.blogger.com.br
Por: Jéssica Balbino
(Poços de Caldas, MG)


Pobre, analfabeto
Sem chance, sem esperança
Indefesos como a natureza
Levando a vida a Deus dará
Com marcas que nunca mais, vão se apagar
Homens desumanos, homens covardes
Em filas gigantes, nos hospitais
Vítimas de servidores vermes
Não do corpo, mas da alma
Podre e fétido
Sistema !
A saúde, cadê?
E a educação?
Sumiu?
Nunca existiu ...
Todos se esquecem
Que o povo cresce
Não pode ser maquete
Não pode ser marionete
Dos vermes, sem nome, sem face
Vamos apontar, denunciar esses covardes !


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Parabéns, Buzão !


"A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir. Podem me tirar tudo que tenho, só não podem me tirar as coisas boas que já fiz pra quem eu amo (...)"



Hoje é dia de aniversário. De festa na periferia. O meu amigo e parceiro de corres, Alessandro Buzo, conhecido como Buzão está completando 37 anos.
Meu grande, parabéns por todo teu trabalho, por ser referência para muita gente, por fazer a (r)evolução não só na periferia mas no Brasil todo.
Obrigada por nos deixar fazer parte dessa festa e por, há dois anos, ter divido o mesmo palco com outros Suburbanos Convictos no lançamento do primeiro volume da série.
E como eu disse naquela vez: "Hoje estou feliz, acordei com o pé direito, eu vou fazer de novo e vou fazer muito bem feito"
E como diz ainda um grande professor "um sorriso no rosto e os punhos cerrados porque a luta não pára" (Sérgio Vaz).



Foto: Rodrigo Bianchinni em 25 de setembro de 2007 na Ação Educativa !

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Chama a polícia !

"No sobe e desce nas biqueiras,
A barca do polícia, sirene acesa uoooou"


Império Z/O

Repórter registra ocorrência por falta de atendimento médico
Falta de atendimento médico termina em ocorrência policial


Embora não tenha sido numa biqueira, na noite de ontem (23) eu lembrei dessa música dos meus manos lá da Z/O (mano Axé e Dj Pow), porque literalmente tive que chamar a polícia para ser atendida num pronto-atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) !
Pela manhã eu bati o pé esquerdo num móvel e mesmo com muita dor fui trabalhar. Como não aguentei, procurei o hospital próximo a minha casa. Fui atendida por uma médica que já estava deixando o turno, por volta das 18h. Ela me aplicou uma injeção e pediu que eu procurasse o pronto-atendimento no centro da cidade (cerca de 10km distante) para fazer um raio-x, uma vez que a máquina daquele hospital está quebrada e sem manutenção há algum tempo.
Tudo bem. Fui até o pronto-atendimento, fiz o raio-x e fui encaixada pela assistente social para ser atendida pelo ortopedista naquela mesma hora. Fratura visível no pé esquerdo. Feitos os procedimentos, hora de aguardar o médico chegar. Eu era a última da fila. Peguei a ficha e fiquei esperando. Meu pai, com 70 anos, me acompanhando. Com problema na coluna e uma perna mais curta que a outra, ficou quase 1h na porta do atendimento enquanto eu alternava entre sentar e levantar por causa da dor no pé quebrado.
A cada paciente que entrava e saia da sala de gesso, meu pai tentava entregar a minha ficha para a assistente do médico, sob o slogan da Secretaria de Poços que diz "A saúde é um direito de todos". Em todas as tentativas de contato, a assistente fazia um sinal com a mão para que esperássemos. Quando saiu o último paciente, interpelamos a moça, que nos perguntou: "O que é isso? O que vocês querem?". Como assim? Numa fila de um hospital, com uma ficha e um raio-x na mão o que uma pessoa pode querer? Talvez ser atendida e respeita como cidadã, numa cidade com 151 mil habitantes e um gasto mensal de R$ 500 mil com 'saúde'.
Expliquei a ela que precisava passar pelo médico pois estava com o pré-faturado. A resposta veio num grito áspero "como assim? não tem como ! O médico já foi embora !".
"Embora? mas eu estou esperando para ser atendida. Estou com o pé fraturado, com dor e preciso ser atendida". "Não tem como. O médico já foi embora" (aos gritos, claro).
"Como? Eu não vou ser atendida então?". "Não".
Aaaah, claro. Depois de passar 1h na fila, eu não seria atendida simplesmente porque a assistente não me chamou e o médico foi embora. Que médico é esse que vai embora e não atende os pacientes.
Entre os gritos dela e do meu pai. Liguei para o 190 e expliquei a situação. Enquanto o cabo (muito gentil) que me atendeu e deslocou a viatura até o local. Liguei para o secretário de Saúde e no viva-voz gravei toda conversa, na qual ele, estupidamente me disse que o pronto-atendimento é para urgência e emergência e que se eu tinha machucado o pé pela manhã não poderia estar lá. Que o procedimento não era aquele. Que ele iria ligar para saber o que estava acontecendo. E que se eu não estava satisfeita, deveria chamar a polícia. Após toda minha exaltação e vontade de ser atendida, diante da 'impotência' do secretário, que insinuou que nada poderia fazer. Aguardei. Segundos após, os policiais chegaram. Ainda entre os gritos da assistente, que chamou a enfermeira chefe e uma testemunha (funcionário da casa), que disse não ter nos visto na fila, a explicação por parte deles era de que não estávamos na fila. Que o procedimento não é chamar as pessoas pelo nome. Que elas devem se virar por conta própria e entrar nas salas. (olha que ótimo, agora você chega num pronto-atendimento e não precisa mais ser chamado. Pode invadir as salas e exigir atendimento). Foi então verificado que meu nome não foi posto na agenda (ação que caberia a assistente que desencadeou toda confusão) e que por este motivo eu não fui chamada. Óbvio que não reconheceriam o erro e tentavam justificar o injustificável, explicando aos policiais que eu deveria ter entrado na sala sem ser chamada. Aaaah tá !
Ainda com a chegada dos policiais, o impasse não havia sido resolvido e eu continuava lá, sem atendimento. Assim que a ocorrência começou a ser registrada, alguém resolveu ligar para o médico, solicitando que ele voltasse ao pronto-atendimento para resolver meu caso.
Nas palavras do próprio policial: "quando eu cheguei, o médico não estava aqui.Foi preciso a presença da polícia para que ele fosse chamado".
Mais alguns minutos, o B.O. sendo lavrado e o médico chegou.
A cena: eu, sentada na maca, o PM ao meu lado registrando a ocorrência e o médico entrando. Diante disso, exclamou: "Já que estã registrando a ocorrência eu vou embora" e saiu da sala. Fato acompanhado pelos policiais e testemunhas. Nessa hora a repórter policial do local onde trabalho e também minha parceira (pra tudo) tinha chegado e acompanhava a situação.
Minutos após, o médico voltou com a assistente e aí sim, me atenderam. Medicada e com o pé enfaixado. Pude sair do local.
Será que eu precisaria mesmo tirar uma viatura do patrulhamento ostensivo para ir até um hospital registrar uma ocorrência porque uma assistente não fez o serviço que deveria e eu não fui atendida com o pé fraturado após horas de espera para isso?
E agora? como é que fica? E se no meu lugar estivesse um analfabeto (entre os tantos milhões que temos no país) e não soubesse como proceder? Iria embora para casa, humilhado e com uma dor a mais. A da alma, por não ser respeitado enquanto cidadão. Mas "A saúde é um direito de todos", viu?

PAZ (após o desabafo)
Jéssica Balbino

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Podridão

Entre lamaçais e letras fétidas, Adelaide Carraro nos leva a uma viagem até as instituições do Governo, onde milhares de menores, nem sempre infratores, foram 'criados' e lançados a uma sociedade engolidora.
Tristemente, li o livro em apenas algumas horas, após encontrá-lo por R$ 6 num sebo. Era o único dinheiro que eu tinha na carteira naquele dia, mas, resolvi arriscar e comprá-lo. Não me arrependo.
Apesar de ter sido advertida sobre a leitura 'forte' que me esperava, não me surpreendi tanto assim com nossa realidade. Dura e infelizmente, mais uma vez.
No entanto, recomendo a leitura que marginalmente, não pode passar despercebida aos nossos saraus e rodas de debates !

domingo, 20 de setembro de 2009

Financeiramente pobre

e vou rimando sem fins lucrativos...

Ouvindo a música Falido, do Slim Rimografia, grande parceiro e MC, que me ajudou muito na época do livro, estava pensando naquilo que é mais importante, no que vale mais a pena e encontrei ainda esta foto velha, que tirei pensando numa frase do Ferréz no aniversário de não-sei-quantos-anos-de-SP !

"Eu sou o menino que passa, carregando a carroça, ao lado do carro importado, mais caro que toda minha vida de salário"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

É muito bom ganhar presentes

e o nosso amigo e escritor Renato Vital é um querido nesta arte, de, surpreendentemente, me presentear com as letras de poemas e poesias, tanto no blog dele como no meu.
Segue este abaixo ! Muito feliz :)


Um poema dedicado com amor

Todo o, aquele

Todo poderoso quer menosprezar um trabalho inovador.
Todo idiota quer, furar de bala, um sonhador.
Todo ser que sonhar, sentiu a dor.
Todo ser que escreve, no poder da palavra, já é um escritor.
E todo aquele que não acredita, será um perdedor
E aquele que persistir, esse sim, será um grande vencedor.

DEDICADO Á:

Ferréz escritor, amigo e muito mais.

dedicado também à:
JÉSSICA BALBINO
Robson Canto
Sérgio Vaz
Érica Peçanha
Jairo (PERIAFRICANIA)
BRANCO ( ENIGMAS DE PERIFERIA)
Buzo
Sacolinha, entre outros guerreiros da perifa ou não, que moram no meu coração.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Quer uma notícia?




Para comemorar a Semana da Imprensa em Poços de Caldas, a Agência Uma Dúzia e a Apoema Editora organizaram uma exposição no Minasul Shopping que recebeu o nome de Casa da Imprensa.
Durante quatro dias, poços-caldenses e turistas tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da história da comunicação na cidade.
Um destaque para o estande do Jornal Mantiqueira, que marcou presença no evento, com sorteio de uma assinatura, além da disponibilização de jornais do dia, da edição especial dos 35 anos e de arquivos !
Além disso, emissoras de rádio, TV e outros impressos também estiveram na exposição, cada qual com um pouco de sua história.
Um evento muito bem orgnizado e que precisa se repetir nos anos seguintes...a única tristeza foi que muitos dos nossos coleguinhas de imprensa não quiseram participar porque não poderiam perder o último capítulo da novela e nem o primeiro da que estreou na segunda-feira.
No mais, muito boa a experiência, o conhecimento e o saber ...culturalmente empenhada !





PAZ.
Jéssica Balbino

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coisas que pareceriam óbvias, até para uma criança


“Morrem no Brasil muitos inocentes e os médicos não fazem nada por essa gente. Gripe Influenza, precisamos liquidar, antes que seja tarde demais”,
é com esta parte de uma música ao estilo rap, que o aluno Malcon Martins Barbosa, 11 anos, divulga o trabalho de conscientização sobre a Influenza A (H1N1) desenvolvido pela escola municipal Pedro Affonso Junqueira, no bairro Jardim Kennedy I, na zona sul de Poços de Caldas.
Estive por lá esta manhã para fazer uma matéria sobre o trabalho feito pelas professoras e me surpreendi positivamente quando vi que uma delas, Maria Regilena, estava trabalhando o rap em sala de aula.
De forma tão positiva, ela conseguiu levar para a periferia algo da periferia e tratar de um tema tão importante, que já tirou a vida de pelo menos quatro poços-caldenses.
Na visita, perguntei a professora se apenas o Malcon (nome de lutador) gostava de rap ou os demais alunos, e fomos interrompidas por um outro professor que disse: 'não existe não gostar de rap na periferia'. Fiquei feliz por ouvir isso de um educador e ver que há gente aberta em admitir que a cidade com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado tem crianças que precisam de alguém que fale a língua delas.
Como apoio, vou doar meu último exemplar do livro Suburbano Convicto, pelas periferias do Brasil para o colégio e montar um ciclo de palestras sobre literatura periférica e hip hop para as crianças.
Aceito sugestões, ok?!

PAZ.
Jéssica Balbino



Foto: Jéssica Balbino

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Literalmente


Foto: Jéssica Balbino



ler
v.t. - 1. Percorrer com a vista (o que está escrito) proferindo ou não as palavras, mas conhecendo-as. 2. Ver e estudar (coisa escrita). 3. Decifrar e interpretar o sentido de. 4. Perceber; reconhecer. 5. Advinhar; predizer. Int. 6. Ver as letras do alfabeto e juntá-las em palavras.

Portanto: L E I A

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Grupo de Poços representa Minas em festival

Duas vozes masculinas e uma feminina dão ritmo e poesia ao rap poços-caldense e ficam em primeiro lugar na etapa estadual

Animados, descontraídos e com uma proposta musical diferente, o grupo de rap poços-caldense U>Clanos – um clã de suburbanos – conquistou o primeiro lugar no festival RPB – antigo Hutúz- em Belo Horizonte no último dia 6.
Duas vozes masculinas e uma feminina dão ritmo e poesia ao rap com a cara de Minas Gerais e talvez tenha sido isso que deu ao grupo o troféu da Central Única das Favelas (Cufa) da capital mineira.
De acordo com Roberto de Lima, 25 anos, conhecido como MB2, o evento organizado pela Cufa tem o apoio do Governo do Estado de Minas Gerais e por meio dele, o grupo popularizou a música “afro soul”, que exalta a beleza negra e o hip hop.
As eliminatórias aconteceram ao longo do ano e a competição estadual deu o primeiro lugar ao grupo de Poços. Agora artistas de vários estados foram selecionados para a final no Rio de Janeiro no próximo mês.
“Através do evento, vamos representar Minas Gerais na final do festival que acontece no Rio de Janeiro, no próximo dia 4 de outubro”, diz.
O grupo se prepara ainda para colocar nas ruas o primeiro CD, que já leva o nome “Pelos Canto”.
No início deste ano o grupo participou também do programa musical “Astros” do SBT, onde ficaram entre os três melhores e acreditam que a experiência e notoriedade adquiridas podem trazer benefícios futuros, como garante a voz feminina do grupo, Lucimara Roberto conhecida como Lu Afri, 25 anos. “Como incentivo aos grupos e pessoas ligadas à música, peço para que não deixem de acreditar e que lutem em busca de destaques e concursos. Peço para que não desanimem, pois elas vão conseguir”, enfatiza.



Serviço – Mais informações sobre o grupo podem ser obtidas através do site www.myspace.com/uclanospeloscanto ou pelo telefone 9155-5177.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em nome do Senhor Jesus

Interessante observar que o mundo gira e que algumas coisas sempre serão positivas, como é o caso do meu parceiro de hip hop, da cultura marginal, Rogério, antigamente conhecido como G do Gueto .
Esses dias o encontrei no ônibus e ele me contou que agora só faz rap evangélico, que se casou, construiu uma casa e ainda está trabalhando bastante.
É bom rever amigos que nos passam emoções positivas. A maior novidade é que ele está pastoreando uma igreja envangélica.
Para quem leu meu livro Hip Hop - A Cultura Marginal (em parceria com a Anita Motta), sabe como é a história deste rapaz que lutou muito com a vida.
Encontrá-lo só me fez dizer: Em nome do Senhor Jesus, você está no caminho do bem !




Arquivo do TCC

domingo, 30 de agosto de 2009

Lá do alto



e lá do alto alguém consegue nos ver
dessa vida escura
consegue nos proteger
sem que a gente ao menos, sequer
consiga perceber !

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma guerra

Na última quarta-feira (26) fui ao cinema assistir "O contador de histórias". Desde criança tenho paixão pelo cinema nacional e para mim, o filme é uma grande sacada.
Conta a história do mineiro (meu conterrâneo) Roberto Carlos, ex-menino de rua que se tornou contador de histórias após ser adotado por uma pedagoga francesa que estava no Brasil fazendo uma pesquisa.
O caçula de uma família pobre e com muitos filhos, Roberto foi o escolhido pela mãe -analfabeta e ignorante - para ir a Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), amplamente massificada na TV como a melhor forma de educação para as crianças e adolescentes.
O filme mexeu comigo, principalmente durante a fala da diretora da Febem de Belo Horizonte naquela época, que disse a francesa: "Quando uma mãe chega aqui com o filho é porque ela já perdeu a guerra para a Febem".
E nota-se que a guerra vai muito além daquela diária, em conseguir o pão para alimentar os filhos.
É aquela guerra omissa, que talvez só seja curada com amor. Roberto Carlos teve o mérito de encontrar com alguém cheio de amor no coração e se deixou doar.
Mais importante do que isso, o filme narra a história real de Roberto, que após ter se recuperado, adotou outros 20 meninos de rua, que como ele, eram considerados irrecuperáveis.
Fica então uma dica, de filme, de olhar mais com o coração e de como o amor pode vencer a guerra. Piegas mas verdadeiro !



Divulgação

PAZ.
Jéssica Balbino